O que colocar em um media kit de influenciador: guia completo

O que colocar em um media kit de influenciador

Você decidiu montar seu media kit, mas ficou travado na pergunta mais importante: o que exatamente colocar nele? Encher de informação afasta as marcas tanto quanto deixar de fora o que importa. Este guia mostra as seções essenciais, o que as marcas realmente olham e o que é melhor deixar de fora.

As seções essenciais de um media kit

Um bom media kit de influenciador tem uma estrutura enxuta e previsível. Estas são as seções que não podem faltar:

  1. Apresentação e bio — quem você é e sobre o que fala, em poucas frases.
  2. Nicho e posicionamento — o público que você atinge e o que te diferencia.
  3. Métricas principais — seguidores, engajamento, alcance.
  4. Demografia da audiência — idade, gênero e localização de quem te segue.
  5. Melhores conteúdos — de três a seis peças que representam seu trabalho.
  6. Parcerias anteriores — marcas com quem você já trabalhou (se houver).
  7. Serviços e preços — os formatos que você oferece e quanto custam.
  8. Contato — e-mail ou WhatsApp para a marca falar com você.

Se você quer o passo a passo de como montar cada parte, veja o guia de como criar um media kit para Instagram.

As métricas que as marcas realmente olham

Aqui mora o maior mal-entendido do mercado. Muitos criadores acham que só o número de seguidores importa — e é justamente a métrica que as marcas experientes menos valorizam.

O que elas de fato analisam:

  • Taxa de engajamento: o indicador mais confiável de que sua audiência presta atenção em você. Uma taxa saudável costuma ficar entre 1% e 5%, e micro-influenciadores frequentemente superam isso.
  • Alcance e impressões: quantas pessoas de fato veem seu conteúdo, o que nem sempre é proporcional ao número de seguidores.
  • Qualidade da audiência: um público real, engajado e no perfil certo vale mais do que números grandes e passivos.

Colocar essas métricas em destaque — e não escondê-las atrás da contagem de seguidores — é o que faz uma marca decidir te procurar.

Como apresentar a demografia da sua audiência

As marcas trabalham com um público-alvo específico, então mostrar quem te segue é decisivo. Inclua a faixa etária predominante, a divisão por gênero e as principais cidades ou estados (ou países, se for o caso).

Esses dados estão no Instagram Insights da sua conta profissional. Se o seu público bate com o cliente-alvo da marca, essa seção sozinha pode fechar a parceria. Uma marca de skincare para mulheres de 25 a 34 anos vai amar ver que 70% da sua audiência é exatamente esse perfil.

Serviços e preços: como estruturar

Liste os formatos que você oferece e o que cada um inclui: post no feed, reel, sequência de stories, participação em campanha, conteúdo para os canais da marca (UGC), e assim por diante.

Sobre mostrar valores: incluir preços "a partir de" ajuda a filtrar quem não tem orçamento e transmite segurança, mantendo espaço para negociar. Se preferir não expor números, deixe claro que os valores são enviados sob consulta — mas ao menos liste os formatos disponíveis para a marca saber o que pedir.

O que NÃO colocar no media kit

Tão importante quanto o que incluir é o que deixar de fora:

  • Métricas fracas em destaque: se seu alcance está baixo, não é o número para estampar no topo. Destaque o que é forte.
  • Excesso de informação: um media kit não é seu currículo completo. Clareza e foco vencem volume.
  • Números inflados ou falsos: a verdade aparece na primeira campanha e destrói sua credibilidade para sempre.
  • Design confuso: tipografias demais, cores demais e blocos de texto longos cansam. Menos é mais.
  • Conteúdo fora do nicho: mostrar peças que não têm nada a ver com o tipo de marca que você quer atrair dilui sua mensagem.

A vantagem de um media kit que se atualiza sozinho

Uma última decisão define muito da qualidade do seu kit: o formato. Um media kit em PDF fica desatualizado no dia seguinte — seus números mudam e o arquivo não. Já um media kit em link com sincronização automática mostra sempre os dados mais recentes, sem você mexer em nada.

Com o MOMK, você conecta o Instagram uma vez e todas essas seções — métricas, audiência, conteúdos — são preenchidas e mantidas atualizadas automaticamente. Você monta uma vez e compartilha o link com marcas sempre que precisar.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre media kit e rate card? O rate card (tabela de preços) é uma das seções do media kit, focada só nos valores dos seus serviços. O media kit é o documento completo, que inclui o rate card junto de bio, métricas, audiência e portfólio.

Preciso incluir preços no media kit? Não é obrigatório, mas ajuda. Valores "a partir de" filtram marcas sem orçamento e agilizam a conversa. Se preferir, deixe "sob consulta" e liste apenas os formatos.

O que colocar se eu ainda não fiz nenhuma parceria? Foque nas métricas, na demografia da audiência e nos seus melhores conteúdos. A seção de parcerias anteriores é opcional e todo criador começa sem ela.

Quantas páginas ou seções o media kit deve ter? Não existe número fixo, mas quanto mais direto, melhor. As oito seções essenciais listadas acima já cobrem tudo que uma marca precisa para tomar a decisão.


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